Quanto custa desenvolver um sistema ou aplicativo
A pergunta mais comum que recebemos é também a que menos empresas respondem com números. Aqui estão as faixas que praticamos, o que define o valor e como evitar as surpresas que encarecem um projeto depois de assinado.
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As faixas de preço na prática
Software sob medida não tem tabela, mas tem faixas. Depois de mais de uma dezena de projetos entregues, os nossos números se organizam assim:
- MVP (produto mínimo com o núcleo da ideia): entre R$ 15 mil e R$ 30 mil, em 6 a 12 semanas.
- Sistema ou plataforma completa: a partir de R$ 80 mil, em 4 a 9 meses.
- Aplicativo mobile: as mesmas faixas, porque o backend e a publicação nas lojas entram na conta.
- Automação ou prova de conceito com IA: a partir de R$ 15 mil, em 4 a 8 semanas.
Um projeto abaixo de R$ 15 mil geralmente é uma automação pontual, uma integração ou um ajuste em sistema existente — não um produto novo. Acima de R$ 80 mil, estamos falando de múltiplos perfis de usuário, integrações com outros sistemas e volume de dados relevante.
O que faz o valor subir
Cinco fatores explicam quase toda a variação entre um orçamento e outro:
- Número de telas e fluxos. Cada tela tem regras, estados de erro e validações. Dez telas bem definidas custam menos que cinco telas "a definir".
- Perfis de usuário. Administrador, operador e cliente final veem coisas diferentes e têm permissões diferentes — cada perfil multiplica o trabalho.
- Integrações. ERP, gateway de pagamento, nota fiscal, WhatsApp, sistemas legados. Cada integração é um subprojeto com documentação própria (ou sem nenhuma).
- Volume e criticidade dos dados. Um sistema que atende 50 pessoas internamente é diferente de um que atende 50 mil clientes com dados pessoais.
- Prazo. Comprimir o cronograma exige mais gente em paralelo, e nem todo trabalho paraleliza bem.
O que faz o valor descer
O mesmo raciocínio funciona ao contrário. As decisões que mais reduzem o investimento sem comprometer o resultado:
- Começar pelo MVP. Colocar no ar o núcleo que gera valor e deixar o resto para depois de ver uso real.
- Aproveitar o que existe. Autenticação, pagamento, envio de e-mail e notificações têm serviços prontos e confiáveis. Reescrever isso é dinheiro jogado fora.
- Chegar com o processo desenhado. Quem sabe explicar o fluxo atual, mesmo em papel, economiza semanas de discovery.
- Decidir rápido. O maior custo escondido de um projeto é o tempo parado esperando uma resposta.
Orçamento fechado ou por hora?
Existem dois modelos. Por hora (ou por sprint), você paga pelo tempo do time e o escopo pode mudar a qualquer momento — flexível, mas o valor final só se conhece no fim. Com escopo fechado, o valor é definido antes e não muda enquanto o escopo não mudar.
A Olympio trabalha com escopo fechado depois do discovery. O motivo é simples: a maior parte das empresas que nos procuram precisa saber quanto vai investir antes de aprovar o projeto internamente. O discovery existe para que esse número seja realista, e não uma estimativa que estoura no meio do caminho.
Custos que não aparecem na proposta
Além do desenvolvimento, um sistema em produção tem custos recorrentes que precisam entrar no seu planejamento:
- Infraestrutura em nuvem: de algumas dezenas a alguns milhares de reais por mês, conforme o volume.
- Serviços de terceiros: gateway de pagamento, envio de e-mail e SMS, mapas, modelos de IA — cobrados por uso.
- Contas de desenvolvedor nas lojas de aplicativos: taxa anual da Apple e taxa única do Google.
- Sustentação: correções, atualizações de segurança e evolução. Pode ser um contrato mensal ou um time interno.
Uma proposta séria lista esses custos separadamente, com estimativa, para você não descobrir depois.
Como pedir um orçamento que não mude
- Descreva o problema, não a solução. "Perdemos pedidos porque o controle é em planilha" diz mais que "quero um sistema de pedidos".
- Liste quem vai usar e o que cada um precisa fazer.
- Diga com o que o sistema precisa conversar: ERP, planilhas, WhatsApp, banco atual.
- Informe prazo e faixa de investimento que você tem em mente. Isso orienta o desenho da solução, não o preço.
- Peça a proposta por escrito com escopo, cronograma, o que está fora e os custos recorrentes.
Perguntas que ficam
Depende do que "sistema" significa. Uma automação pontual, uma integração entre ferramentas ou um ajuste em um sistema existente, sim. Um produto novo com telas, usuários e regras próprias, dificilmente — e quando alguém promete, o custo aparece depois em retrabalho.
Na Olympio, sim. O protótipo navegável faz parte do discovery e o design das telas está no escopo do projeto. Confirme isso em qualquer proposta que receber: design cobrado à parte é uma fonte comum de surpresa.
Porque cada fornecedor entende o escopo de um jeito. Sem um documento de escopo comum, você está comparando projetos diferentes. É por isso que planejamento antes da cotação, mesmo com uma consultoria curta, costuma se pagar.
