Como escolher uma empresa de desenvolvimento de software
Contratar desenvolvimento de software é contratar um processo, não um produto de prateleira. As perguntas abaixo são as que fazemos quando estamos do outro lado da mesa — e as que gostaríamos que todo cliente fizesse.
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Comece pelo problema, não pela tecnologia
Uma boa empresa quer entender o problema antes de falar de solução. Se a primeira reunião já começa com proposta, tecnologia e preço, ela está vendendo o que tem, não resolvendo o que você precisa.
Pergunte como funciona a fase de entendimento (discovery): quem participa, quanto tempo leva, o que sai dela. Uma resposta vaga aqui vira escopo vago depois.
Sete perguntas para fazer antes de assinar
- De quem é o código-fonte ao final do projeto? A resposta certa é: seu, com documentação e acessos.
- Como o escopo é definido e o que acontece quando ele muda? Peça para ver um documento de escopo de projeto anterior.
- Com que frequência vou ver o produto funcionando? Entregas a cada duas semanas são o padrão saudável. "No fim do projeto" é sinal de alerta.
- Quem vai trabalhar no meu projeto? Nomes, experiência e se a equipe muda no meio do caminho.
- Como vocês testam e garantem qualidade? Revisão de código, testes automatizados e ambiente de homologação devem aparecer na resposta.
- O que acontece depois da entrega? Suporte, sustentação, prazo de garantia para correções.
- Posso falar com um cliente anterior? A disposição para apresentar referências diz muito.
Sinais de alerta
- Orçamento fechado sem discovery — o valor tem gordura ou vai virar aditivo.
- Prazo muito abaixo dos demais para o mesmo escopo.
- Proposta sem lista do que está fora do escopo.
- Nenhuma menção a testes, homologação ou revisão de código.
- Código hospedado em conta da empresa contratada, sem previsão de transferência.
- Dificuldade para explicar decisões técnicas em linguagem de negócio.
O que uma proposta séria contém
- Descrição do problema como a empresa o entendeu (se estiver errada, o resto também está).
- Escopo detalhado: fluxos, perfis de usuário, integrações, e o que fica de fora.
- Cronograma com marcos de entrega e o que você verá em cada um.
- Investimento com forma de pagamento atrelada às entregas.
- Custos recorrentes estimados: nuvem, serviços de terceiros, sustentação.
- Premissas e responsabilidades do cliente: acessos, decisões, materiais.
Tamanho da empresa importa?
Menos do que parece. Grandes consultorias trazem processo e capacidade, mas o seu projeto pode ser pequeno demais para receber a equipe sênior. Freelancers custam menos, mas concentram risco em uma pessoa. Times pequenos e especializados, com processo definido, costumam ser o meio-termo para projetos de R$ 15 mil a algumas centenas de milhares.
O que importa é a experiência da equipe que vai de fato trabalhar no seu projeto. A Olympio, por exemplo, reúne profissionais que atuaram em projetos para Banco do Brasil, Itaú, Petrobras, Accenture e Stellantis, e atende empresas de todos os portes.
Como comparar propostas
Só compare propostas feitas sobre o mesmo escopo. Se cada fornecedor entendeu o projeto de um jeito, os valores não são comparáveis. Um documento de escopo seu — mesmo simples — ou um planejamento feito por uma consultoria curta resolve isso e costuma se pagar na primeira decisão.
Perguntas que ficam
Depende do horizonte. Para construir um produto do zero em meses, uma empresa entrega mais rápido e com menos risco de contratação. Para evoluir o produto por anos, um time interno pode compensar — e o código sendo seu permite essa transição a qualquer momento.
Não. Precisa entender o seu problema e exigir que a empresa o explique de volta em linguagem de negócio. Se as decisões técnicas não são explicáveis para você, o problema é da explicação, não do seu conhecimento.
Quando o projeto é grande ou o problema é pouco claro, sim. Um planejamento curto produz escopo, arquitetura e faixa de investimento — e você compara fornecedores com a mesma régua.
